Mostrando postagens com marcador PERSONS UNKNOWN. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PERSONS UNKNOWN. Mostrar todas as postagens

31 de agosto de 2010

Persons Unknown 1x12x13: Series Finale*


Persons Unknown chega ao fim e o gosto amargo na boca é inevitável. Fora as questões não respondidas (que são muitas), fica a sensação que a trama poderia ter rendido mais, porém algo deu errado. Ou tudo deu errado, já que elenco e produção nunca pareceram em sintonia. Não espere uma grande explicação sobre as motivações que levam o Programa a raptar pessoas e confiná-las em uma falsa cidade. Na verdade essa resposta acabou diluída ao longo dos episódios anteriores e sequer voltou a ser mencionada no episódio final. 

Entre fugas e perseguições, Persons Unknown acabou no mesmo lugar que começou. Só avançou um level...

Cinco episódios. Nem mais, nem menos. Daria para contar a trama de Persons Unknown em 5 episódios: um para o Piloto, apresentando personagens e a situação de confinamento; Dois episódios para desenvolver a trama, com o grupo tentando (em vão) fugir da cidade-fake; Mais um, para mostrar a cidade fora de controle e outro para mostrar a retaliação do Programa e a conclusão da trama. Lime totalmente da história as investigações do jornalista, que no fim (eu já sabia) não serviram para nada, e só atrapalharam o ritmo dos episódios. Em cinco episódios, a série teria sido mais eficiente e talvez o saldo final não fosse tão negativo.

Depois da diretora autorizar o uso do cartão vermelho, seis sacos de guardar cadáveres são encontrados pelo grupo, o que leva-os a deduzir que apenas um participante sairá vivo da cidade. O Programa espera que eles façam o trabalho sujo - e um mate o outro -, até que sobre apenas um deles. Pouco a pouco, os participantes vão morrendo em situações mal elaboradas, e mesmo assim eu aqui feliz, afinal, eram mortes galhofas é verdade, mas pelo menos alguém estava morrendo na série! Mas era tudo encenação do grupo que conseguiu enganar direitinho o Programa (e eu também) se fingindo de morto.

Joe acaba se sacrificando para salvar o resto dos participantes, e como único sobrevivente,  fica na cidade enquanto os "corpos" dos outros participantes são retirados pelo Programa da cidade-fake. Dentro da Van os participantes acabam lutando com o motorista e sofrem um acidente, se espalhando por aí...(?!). Janet aparece na estrada, confusa e acaba desmaiando. Moira e Erika no Marrocos, sei lá. Outros dois no meio do mato...Enfim, para entender como funciona geografia na série, pergunte ao casal de jornalista que a cada cena aparece num lugar diferente do mundo...eu desisto. Mas houve morte sim, como não! Liam, o novo ex-gerente noturno teve a cabeça cozida de dentro para fora pelo campo de micro-ondas, quando tenta sair da cidade. NICE.

É difícil se livrar das garras do Programa. São muitos interesses em jogo, e uma vez dentro, dificilmente se consegue sair. Depois de ir parar no hospital, Janet é perseguida pelo Programa, assim como os outros participantes que fugiram. Com ajuda da mãe (que sabia do Programa), ela foge com a filha. Mas a liberdade dura pouco. Logo ela é recapturada, assim como os outros, e recolocados em outro cenário, desta vez, um navio em alto mar. É o level 2.
Joe, continua no level 1, que conta com um novo gerente noturno: Tori a patricinha que acabou se "alistando" no Programa e está viva da Silva (que saco). O jornalista pai da filha de Janet também é capturado (merecidamente) e integra o elenco do novo grupo, na cidade-fake. No fim, pode parecer besteira, mas eu me preocupei mais com a jornalista pressa naquele canil/campo de concentração de pessoas, junto com o pai da Tori, do que com o resto dos personagens. Sensacional. Quero um spin-off.

Quem quiser discutir os significados ocultos, mensagens nas entrelinhas ou mesmo as questões não respondidas, fique a vontade. Eu prefiro gastar minhas forças orando para que o navio que levou Janet & cia, nunca mais aporte por aqui.

*Referente aos episódios:
1x12: And Then There Was One
1x13: Shadows in the Cave

8 de agosto de 2010

SÉRIES: PERSONS UNKNOWN 1X08: SAVED


Com SPOILERS para quem não assistiu ao episódio
Este post também está no Seriadores Anônimos

Apesar de complicar mais do que explicar e usar recursos narrativos manjados, como flashbacks, o episódio prova que quando a série consegue fugir da dinâmica previsível que rola na cidade-fake, Persons Unknown melhora consideravelmente. O que não quer dizer que foi um bom episódio. Foi confuso.
“Saved” tira a cidade-fake do foco da trama, para contar mais da história de Joe, na verdade um padre que depois de matar um homem, acaba sendo recrutado pelo “programa”.

O episódio começa com Joe em um quarto todo branco, amarrado a uma estranha cama, sofrendo uma lavagem cerebral, ou como uma diz a voz que conversa com ele, recebendo uma reeducação formal, para esquecer o amor por Janet e poder ser inserido novamente no programa. Entre flashbacks, sonhos e alucinações, vemos Joe conversando com Tom no dia que o grupo foi levado a cidade-fake, momentos antes de serem colocados nos quartos, ainda inconscientes. Além disso, vemos Tori (a patricinha supostamente morta) como uma enfermeira cuidando de Joe, durante a lavagem cerebral. Mas é tudo muito confuso. A fotografia “engordurada” dos flashbacks/alucinações até ajuda a separar o que é real do que é ilusão, apesar de incomodar um pouco, mas como a fotografia da série em geral sempre deixou a desejar, reclamar é chover no molhado.

Na cidadezinha, Janet se mostra preocupada com o sumiço de Joe e revira o quarto dele em busca de uma explicação. Pinta um clima (é bondade minha) entre Moira e o militar e chega a rolar um beijinho, mas o casal não convence, e fica um sentimento de vergonha alheia na cena. Bill, na parte mais engraçada do episódio (que mostra que quando a série não se leva tão a sério, rende bons momentos), sem querer, acaba saindo dos limites da cidade, passando pelo campo de microondas aparentemente desligado. Mas ao invés de fugir, volta a cidade, como prova de lealdade ao programa. Ou burrice? Ou fé?

Impressão minha ou a câmera está apaixonada pelos olhos da Erika, e que, na falta de algo mais interessante para mostrar na cidade-fake, ganhou bastante destaque? Sim, sou a favor, claro…

Na sua volta ao mundo, os jornalistas que investigam o sumiço de Janet, chegam a América do Sul, a procura da única pessoa que conseguiu fugir do programa, e que vive como paciente em um hospital psiquiátrico. A doidinha garante a diversão, e essa parte trama fica até legal, ou pelo menos não dá sono – o que sem dúvida é um avanço. Além disso, eles ainda tropeçam em uma foto de Joe, um padre desaparecido e ligam com o caso de Janet.

Pessoas supostamente mortas andando por aí, muita luz, igreja e religião. Seria o episódio mais parecido com Lost, se a abordagem não fosse tão inferior, e as metáforas, tão pobres. Nem Joe, na sua estranha cama em forma de cruz empolgou de verdade. Então quer dizer que ele é o salvador, que morreu, ressuscitou (não necessariamente nessa ordem), e voltará para salvar todos? …

SÉRIES: PERSONS UNKNOWN 1X07 - SMOKE AND STEEL


Com SPOILERS para quem não assistiu ao episódio
Este post também está no Seriadores Anônimos

Não são só os protagonistas de Persons Unknown que estão presos na cidade fake da série. Os roteiristas também. Neste fraco episódio, ficou a sensação de que a criatividade foi toda usada na premissa da história, não sobrando nada para o desenvolvimento dela. Ou pior, que não conseguem se livrar das amaras de roteiro que eles próprios criaram. Sabe, tipo quando Heroes (foi tarde) teve que cortar os poderes do Peter Petrelli, porque não conseguiam mais escrever para ele, não conseguiam mais criar situações que o personagem não pudesse resolver em um segundo. O enredo de Persons Unknown é mal trabalhado e parece deixar o roteiro amarrado, repetitivo. O jeito é apelar para a dinâmica de grupo, que convenhamos, não funciona lá essas coisas…

Enrolação – se for pra resumir o episódio em uma palavra. Nem o Joe explicando que é uma organização que está por trás dos sequestros, preocupada com a paz, selecionando indivíduos que podem fazer a diferença no mundo. Pois sim! Profissionalizaram o serviço de “Jacob”? A próxima etapa, qual é? Estágio em uma ilha misteriosa? Tá.

Um episódio inteiro em torno da desconfiança de que Joe ainda trabalha para os sequestradores. É Joe preso, Joe torturado, Joe levando porada…Depois da Erika envenená-lo no episódio passado (comi mosca nessa, é verdade. Punição: 5 chibatadas e assistir ao episódio novamente), fazendo-o confessar, achei que isso tinha ficado resolvido.  Para mim, já estava de bom tamanho.

Na parte “legalzim” teve o Joe fritando no campo de força, para provar que não podia sair da cidade e ficando parecido com uma barata albina trocando de pele(?). E claro, o Tom morrendo queimado por culpa da Janet. Não sei se foi proposital, mas ficou engraçada a cena dele batendo numa coisa e outra, igual bolinha de pinball, e em cada panela que ele batia, tinha óleo ou sei lá o que, que só fazia aumentar a bola de fogo. Bem feito. Mas eu vi coisa, ou já tinha outro pilotando as câmeras?

Enquanto conversava com Janet, Joe some misteriosamente do banheiro, depois de dizer que ia fazer de tudo para sair da cidade (mas ele não disse que a intenção dos “sequestradores” era boa? Fugir pra quê?)
Convém comentar sobre o jornalista mala com a namoradinha viciada em adrenalina a tiracolo, correndo de um lado para outro, tentando fugir da organização? Não, né? Olha, se aquele bando de ex-namorados de alguém, acabarem descobrindo a cidade fake e salvando Janet & Cia, eu vou é achar graça.

Metade da temporada se passou e nenhum momento marcante aconteceu. O melhor de Persons Unknown continua sendo a excelente premissa. Pena que esqueceram de pensar no desenvolvimento da série ou reservaram o resto de genialidade para o final da temporada. Eu duvido.

25 de julho de 2010

REVIEW: PERSONS UNKNOWN 1X06: THE TRUTH



Com SPOILERS para quem não assistiu ao episódio
Este post também está no Seriadores Anônimos


Sempre que o Gerente Noturno ou o maitre do Restaurante Chinês aparecem em Persons Unknown, eu me pergunto: por que ninguém dá na cara deles? Tá certo que eles já levaram, mas porque não continuam levando? Afinal, eles podem não saber de tudo, mas só pelo fato de trabalharem para os sequestradores, já mereciam umas porradas. Tinha que ser, bom dia, boa tarde, boa noite – e tapa na cara! Até eles falarem algo que ajude a esclarecer a situação ou que deixe ela insuportável, ao ponto de alguém (o sequestrador) intervir. Quem sabe assim acontece algo que quebre a monotonia na cidade e nos episódios da série.

Moira e o militar (tá, vou tentar lembrar que o nome dele é Graham) estão cada vez mais desconfiados que Joe trabalha para os sequestradores. Erika encontra Joe no elevador, quando ele voltava da sala de monitoramento e comenta com Janet que achou a atitude dele estranha, como se tivesse sido pego em flagrante. Janet diz pra Joe que acha que ele esconde algo. Ele manda que Janet lhe pergunte qualquer coisa. Quando ela pergunta que lugar é aquele, Joe sente fortes dores abdominais, e não consegue responder. Depois de ser carregado até o hotel, Joe entra no elevador e digita o código, mas Tom parece ter bloqueado seu acesso a sala de monitoramento. Tom vai ao quarto de Joe e diz que ele fez isso porque Joe quebrou o protocolo. Joe pergunta se ser envenenado é a represália por ter quebrado as regras e Tom diz que não sabe e lembra que não devem interferir no Programa. Enquanto Moira tenta achar um antídoto para Joe, Erika surpreende a todos dizendo que conhece a cura, mas antes de neutralizar o veneno com Vodka, interroga Joe que  em troca da cura, acaba confessando que faz parte do Programa.

Fora da cidade, o ex-marido de Janet e sua ex-chefe/ex-namorada/o-que-estou-fazendo-na-série-mesmo?, partem para Roma e acabam se juntando ao ex-namorado de Tori (eles deveriam era fundar uma ong de ex´s), que acha que a morte da loirinha é culpa do pai dela e blá, blá, blá…Cenas de ação que me fizeram pescar…sério, cochilei…

Erika, me incomoda um pouco. Ela “ginga” tanto em cena que eu fico tonto…ela é ex-presidiária ou rapper? Ou capoeirista? Kandyse McClure (a “Dee” de Battlestar Galactica) totalmente equivocada no papel e exagerando na malandragem – não convence, mas mesmo assim, não consigo deixar de gostar dela…

…e bem na melhor parte, quando Erika derrama o líquido inflamável na tubulação e tenta fazer cara de quem vai pôr fogo em Roma, o episódio acaba.

Eu queria que o Bill quebrasse mais que o quarto dele e uns vasos. Eu queria ver o hotel arder em chamas, o restaurante chinês destruído, o mercadinho saqueado. Portas arrombadas e vidros quebrados. A casinha da pracinha pichada (!). Eu queria anarquia e caos em Persons Unknown. Mas não foi dessa vez.

REVIEW: PERSONS UNKNOWN 1X05: INCOMING


Com SPOILERS para quem não assistiu ao episódio.
Este post também está no Seriadores Anônimos


Quando se tem um elenco numeroso em uma série de mistério/suspense e nenhum personagem é desenvolvido satisfatoriamente, das duas uma: ou isso faz parte do mistério ou os personagens não passam de bucha de canhão, e servem para morrer a qualquer momento. O perigo de abraçar a primeira opção é que impede que o público se conecte com os personagens e dificilmente alguém se importa com quem não conhece direito. Quando parecia que Persons Unknown seguia por este caminho, a série muda de direção.
Tori é a primeira a ir para o paredão e deixar a cidade. Seu corpo é encontrado boiando em uma fonte em Roma. Fica a pergunta: se era para eliminar o elenco aos poucos, porque não fazer isso já no episódio piloto e criar esta tensão de perigo real desde o começo?

O grupo sente falta de Tori e alguns decidem procurá-la. Nos limites da cidade, perto da barreira de micro-ondas, há um corpo no chão. Janet e os outros correm para socorrer, mas não é Tori, e sim uma mulher usando uma peruca loira e o vestido da patricinha. Eles levam a estranha ainda desmaiada para o hotel. Ao acordar a mulher se assusta e foge tentando sair da cidade, mas é impedida pela cerca invisível. Janet tenta convencê-la que não são inimigos, mas ela foge outra vez. Joe vai à sala de monitoramento e pergunta sobre Tori. Irritado por Joe ter quebrado o protocolo mais uma vez, Tom diz que Tori não está mais entre eles e que haverá mais eliminações. Joe pergunta se é Janet, mas o maitre diz que não vai responder mais nada, porque tanto ele quanto Joe tem trabalho a fazer e também estão sendo vigiados.

Ainda em fuga, Erika, a mulher que acabou de acordar na cidade, se esconde na agência bancária e quando Janet tenta falar com ela novamente, Erika entra no cofre e Janet vai atrás. Tom, que observa tudo pelas câmeras, fecha a porta do cofre remotamente, trancando-as. Joe volta à sala de monitoramento e exige que Tom abra a porta, mas ele diz que elas ficarão lá dentro até terem um resultado – ou uma mata a outra ou o oxigênio do cofre acaba e as duas morrem. Joe desesperado tenta abrir a porta. Com uma arma na mão, Tom manda ele se afastar dos controles e sair da sala. Joe decide quebrar a parede do cofre.

Dentro do cofre, Janet tenta convencer Erika que ambas estão na mesma situação e que também não sabe porque está ali. Depois de Erika quase esfaquear Janet, as duas acabam se entendo. O ar rarefeito começa afetá-las e Janet tem dificuldade em ficar acordada. O plano de Joe em quebrar a parede do cofre não dá certo e ele volta ao hotel. No elevador aperta uma combinação de botões que o leva à sala de monitoramento. Moira vê tudo. Depois de brigarem, Joe imobiliza Tom e exige que ele abra a porta do cobre. Tom abre a porta e o militar ajuda Janet e Erika a saírem. Moira confidencia ao militar o que viu Joe fazer. Tom diz que Joe colocou os dois em perigo e não sabe o que vai acontecer, mas acha que não será nada bom.

A encenação que o pai de Tori, chantageado, foi obrigado a fazer e que Moira viu no televisor (que mostra Tori sendo resgatada com vida) começa a deixar a parte da trama fora da cidade mais interessante e dá novo gás a investigação do jornalista que andava bem caída.

Em uma cena do episódio, Moira comenta que a situação deles lembra o enredo de um livro de Agatha Christie que ela leu. Eu não poderia ter pensado em uma comparação melhor. Persons Unknown não é um suspense sensacional, desses que marcam época, mas um suspense correto, que prefere trilhar um caminho seguro a aventurar-se no terreno das inovações. Igual à todos os mil livros de Agatha Christie que você já leu.

REVIEW: PERSONS UNKNOWN 1X04: EXIT ONE



Com SPOILERS para quem não assistiu ao episódio.
Este post também está no Seriadores Anônimos


Melhor episódio de Persons Unknown até agora. Ainda não é do tipo que você faz um amigo assistir na marra, para ele viciar também – nada disso. Aliás, ainda não teve nenhum momento marcante o suficiente que justifique a série. Pelo menos a monotonia narrativa dos episódios anteriores (armam um plano para fugir e ele dá errado, again, again…) é quebrada por uma chance real de sair da cidade e por um plot twist no final do episódio, que se já era esperado, pelo menos a revelação da pessoa envolvida me pegou de surpresa. Além disso, a primeira cena realmente tensa da série, finalmente aconteceu.

Janet observa uma abelha e comenta com Joe que acha estranho, porque elas deveriam estar hibernando nessa época do ano. Joe pisa  na abelha. Alérgico ao inseto, ele conta que uma única picada seria mortal.
No saguão do hotel, o gerente lê um telegrama ao grupo que diz que um deles fechará a conta. A mensagem dúbia, que pode significar que alguém deixará a cidade ou que um deles morrerá, gera desconfiança mas Janet esperançosa, sugere que eles troquem informações, como telefone e endereço de familiares, para quem sair, entrar em contato com a família dos outros. Só Moira e Tori concordam. Os outros parecem ter receio de compartilhar essas informações pessoais e um climinha de que estão escondendo algo, fica no ar. Um táxi consegue passar pelo campo de força e chegando à cidade, o motorista diz que levará  apenas dois passageiros: Janet e outra pessoa que ela escolher. Joe acaba sendo convidado por ela (pareceu big brother, só faltou ela colocar um colar branco no pescoço dele). Depois dos outros do grupo advertirem sobre o perigo, e de ponderarem as consequências, Janet e Joe entram no táxi e deixam a cidade e os outros para trás.

Tori, que ainda  pensa que é culpa do pai estar ali, tenta seduzir o gerente noturno, esperando ganhar a liberdade também. Ele corta o clima dizendo que não pode ajudá-la a sair. Depois de levar mais um fora, dessa vez de Bill, a loira conta para o militar que o pai a oferecia aos clientes com quem fazia negócios e desconfiava que ele havia assassinado sua mãe. Bêbada, ela grita para as câmeras, chamando o pai e dizendo que quer ir para casa.

No meio do caminho entre a cidadezinha e algum lugar, o táxi fura o pneu e o motorista manda Janet e Joe descerem. Enquanto o árabe conserta o carro, um caminhão em alta velocidade bate no táxi, destruindo-o. Inexplicavelmente não há vestígios do corpo do motorista arábe. Janet e Joe decidem seguir em frente, a pé. Depois de muito caminharem, eles acham uma confortável cabana no meio do nada, ideal para passar a noite. No dia seguinte ao acordar, Janet e Joe são surpreendidos com a cabana infestada por abelhas. A tensão da cena funciona e o perigo de Joe morrer, se for picado, é tangível. Sem movimentos bruscos e muito lentamente – o que deixa tudo mais angustiante, eles conseguem sair da cabana. De volta à estrada, o caminhão que destruiu o táxi aparece novamente e os dois escondem-se na beira da estrada. Quando o caminhão para e em seguida arranca, os dois aproveitam para fugir e  acabam frustantemente voltando à cidade. Janet desesperada, começa a chorar. Outro táxi com outro motorista chega à cidade. Parece que o apelo de Tori para as câmeras deu certo e ela deixa a cidade sem que ninguém perceba.

Bill ameaça contar que Charlie matou a esposa, caso ele não financie um projeto seu. Assim como fez com a própria mulher, Charlie tenta sufocar Bill com o travesseiro, como aviso, caso ele não pare de importuná-lo.
Como eu disse, já era esperado que houvesse alguém infiltrado no grupo, só não imaginava que seria o Joe, que vai ao restaurante chinês e pede comida para a viagem. O maitre entende o código e o leva a uma sala secreta, localizada dentro da despensa. Ele diz que Joe quebrou o protocolo e isso não é aceitável. Joe diz que quer saber quais são os planos para Janet. Apesar de fazer parte do esquema, Joe parece não saber de tudo e mostra-se realmente preocupado com ela. O maitre pergunta se ele quer desistir e Joe diz que não. Ele fala que se Joe acredita no processo tem que aceitar os resultados.

Mesmo sabendo que ele está sendo vigiado, igual ao grupo preso na cidade, a parte do jornalista que investiga o desaparecimento da ex-mulher Janet, continua sonolenta, e poderia facilmente ser substituída por uma investigação policial maior, afinal, sete pessoas foram sequestradas, será que só sentiram falta de uma? Ou já estou fazendo teorias?

22 de julho de 2010

REVIEW: PERSONS UNKNOWN 1X03: THE WAY THROUGH



Com SPOILERS para quem não assistiu ao episódio
Este post também está no Seriadores Anônimos
Persons Unknown não colabora para amenizar a desconfiança em torno de si. Pelo contrário, depois dos personagens encontrarem a "luz" no episódio anterior, agora foi a vez deles acharem construções encravadas no solo e de caixas serem jogadas do céu. Qualquer semelhança com Lost já não pode mais ser encarada como mera coincidência, e sim como um sinal, de que a qualquer momento o caldo pode entornar, correndo o  perigo de se tornar uma série risível, assim como aconteceu com Flashforward.

Depois de passarem uma semana cavando um túnel (que parecia mais uma ampla sala), em mais uma tentativa de fugir da cidade, desta vez pelo subsolo, o grupo esbarra em uma barreira de aço que libera um gás tóxico que os impede de seguir adiante. Frustrados e cada vez mais incorfomados com a situação, o grupo chega a conclusão de que se não conseguem sair , a única solução é atrair o socorro até a cidadezinha. Para isso, planejam fazer uma fogueira, esperançosos que a fumaça chame a atenção de alguém. Acontece que tudo na cidade parece ter sido revestido com algum retardador de incêndio e nada pega fogo. Díficil de acreditar que todo o papel na cidade foi impermeabilizado (papel higiênico também?), mas...neste mesmo instante um helicóptero sobrevoa a cidade e joga uma caixa com mantimentos Dharma. Mentira, claro! Dentro da caixa jogada pelo helicóptero há três máscaras de gás. Sim, vai acontecer uma purgação (tá, vou tentar maneirar) e só três pessoas irão sobreviver, o que gera uma discussão inflamada, mas inevitável sobre quem merece ficar com as mascaras, que acabam ficando com Moira, Charlie e Tori.

Enquanto anda pela cidade, Janet, talvez a mais desesperada em sair, por causa da filha, ouve uma barulho em uma loja e vai investigar. É o executivo Charlie (que sufocou a mulher moribunda até a morte) procurando bebidas. A porta do depósito da loja se fecha e Janet e Charlie ficam presos nela. Após soar um alarme o gás é liberado na sala e Charlie apavorado tem dificuldade em por a máscara. Quando Janet está quase desmaiando a porta é destrava e os dois saem da sala ilesos.
No hall do hotel, as portas se trancam automaticamente e o gás é novamente liberado. Em pânico, as pessoas brigam pelas  mascaras e as consequências só não são piores porque descobre-se que o gás não é tóxico e os confrontos, cessam. Pórem um gás venenoso é liberado dentro das três mascaras e quem na verdade pensava que estava salvo era quem corria perigo. Com dificuldade Janet consegue abrir as três mascaras evitando o pior. Ou o melhor,  porque confesso que estou torcendo para alguém morrer.
Fora da cidade fake, descobrimos que o jornalista que investiga o sumiço de Janet é na verdade seu ex-marido e pai de sua filha. E daí? Continua desinteressante essa parte, para não dizer dispensável.
Mas não é só esse o ponto negativo, o desenvolvimento das personagens continua raso.
A boa notícia é que apesar disso, a cada episódio que passa, simpatizo mais com a paciente psiquiátrica Moira, que aliás, entende de tudo, já percebeu? Mas isso não quer dizer que vou sofrer se ela morrer. Também não é para tanto.

17 de julho de 2010

REVIEW: PERSONS UNKNOWN S01E02 - THE EDGE


Com SPOILERS para quem não assistiu ao episódio
Este post também está no Seriadores Anônimos

São tempos difíceis para as séries ancoradas em um grande mistério. A má impressão causada pelo final controverso de Lost ainda é grande e as comparações acabam sendo inevitáveis. É preciso algo original e genial o bastante para despertar a curiosidade e ganhar a confiança dessas pessoas novamente. Persons Unknown não é essa série. Já para quem não se importa em acompanhar uma colagem de referências a outras obras do gênero, e eu me encaixo nessa categoria, o suspense mediano pode até agradar. Mas só isso. Nada que faça alguém rolar na cama à noite, com insônia, por não saber por que diabos um grupo de estranhos acorda em uma cidadezinha deserta no meio do nada, sem saber como, e não conseguem sair dela, de jeito nenhum.

Com influências que vão desde o reality show Big Brother à Jogos Mortais (sem carnificina, por enquanto), passando por The Prisoner e, claro, Lost, a série é uma boa opção – apesar de mais do mesmo – e que serve como tapa-buraco (não solução) para o imenso vazio deixado por Lost.

No segundo episódio de Persons Unknown, a psiquiatra retira os implantes de todos do grupo com um canivete suíço. Sem os implantes que continham sedativos ativados remotamente, eles tentam mais uma vez sair da cidade, mas são impedidos por uma arma militar chamada ADS, que transmite micro-ondas capazes de cozinhar uma pessoa, o que torna sua transposição aparentemente impossível e as tentativas, extremamente dolorosas. Essa arma, uma espécie de campo de força, cobre todo o perímetro e sem muita alternativa eles decidem vasculhar a cidadezinha em busca de algo que possa ajudá-los a entender que lugar é aquele e principalmente, como fugir daquela prisão sem muros. Acreditando que o gerente noturno do hotel sabe mais do que diz, eles o pegam como refém e apontando uma arma para ele, exigem saber o que está acontecendo. Enquanto o grupo discute entre si o que fazer com o gerente, ele aproveita a distração e foge, passando imune à ação da arma militar. O mesmo não acontece com as pessoas do grupo que vão atrás dele.
Outra oportunidade de fugir da cidade surge quando, durante uma tempestade, um raio destrói a arma que gera o campo de força de micro-ondas, e em uma Van eles deixam a cidade. Após percorrer uma trilha em meio à arvores, uma forte luz os envolve, e magicamente (?) eles estão de volta à cidade. Quem está de volta também é o gerente noturno que os trata como se nada tivesse acontecido.

A investigação do jornalista continua a parte mais desinteressante da trama, até a filha da mulher que recebeu o bilhete dizendo que se matasse o vizinho, estaria livre (o que ela não fez), junto com a avó é melhor.
A cena da mulher que se apresentou como psiquiatra e revelou que na verdade é uma paciente psiquiátrica com a patricinha que acha que é culpa do pai eles estarem ali, soltando a borboleta que voa, linda, livre e feliz e acaba morrendo torrada devido ao campo de força, foi – não sei se intencional – de rachar o bico, apesar de servir para mostrar que é mais um mistério o gerente ter conseguido passar pelo campo de força. Outras cenas como esta, começam a entregar as pistas para que o público possa montar sua teoria, mas essa parte, até agora pelo menos, eu passo.

Não me atrevo a criar teorias. Vou deixar rolar e ver onde vai dar. Não tenho muita expectativa, nem muito a perder. Afinal é uma mini-série em 13 capítulos. Não são 6 anos. Vai que eu me surpreenda…